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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Theatro São Pedro

O teatro mais antigo da cidade foi inaugurado em 1858, reinou por mais de um século, fechou, foi restaurado, e hoje figura como um dos astros da cena cultural da cidade. Além de tudo, é um prédio histórico que fica ao redor da Praça da Matriz, onde se encontram outros tantos mais dessa mesma categoria. Seu interior é todo decorado com veludo e ouro.


Suas obras começaram em 1834 por iniciativa de doze cidadãos que desejavam construir um teatro para Porto Alegre. No ano seguinte, as mesmas foram interrompidas por causa da Revolução Farroupilha. Claro que depois de tanto tempo parada - o fim da guerra se deu em 1845 -, novos recursos tiveram que ser recolhidos para a continuidade da obra. O projeto do teatro, inclusive, foi refeito por Georg Karl Phillip von Normann (1818-1862), arquiteto alemão que realizou diversas obras pelo estado do Rio Grande do Sul. O planejamento incluia dois prédio gêmeos, lado a lado.

Prédio gêmeos na Praça da Matriz. À esquerda o Theatro São Pedro e à direita o Tribunal de Justiça, destruído por um incêndio em 1950.

A Associação do Teatro foi uma sociedade encarregada dos encargos do Teatro, desde a sua inauguração em 27 de junho de 1858, até que ser destuída em 2 de abril de 1862 por falta de verbas. Porto Alegre na época possuía pouco mais de 20 mil habitantes e a manutenção se tornara cara para a iniciativa. Apesar de ser palco de diversos artistas consagrados, em abril de 1973 o Theatro São Pedro foi fechado por falta de manutenção adequada.

Interior do Theatro São Pedro: platéia e palco.

Dois anos depois sua restauração começou a ser feita. Em 1982 foi criada a Fundação Theatro São Pedro, dirigida por Dona Eva Sopher (que continua no cargo até hoje), que seria encarregada de cuidar do edifício e das atividades culturais em sua nova era. A reinauguração do Theatro se deu em agosto de 1984, e no ano seguinte o mesmo passou a contar com uma orquestra de câmara. A expansão começou a ser pensada em 1995, e em 2002, num projeto de Marco Peres, Julio Ramos Collares e Dalton Bernardes, começou a ser construído um Multipalco, que quando for concluído, se tornará junto com o Theatro São Pedro um dos maiores complexos culturais da América Latina.
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sábado, 18 de setembro de 2010

Usina do Gasômetro


Um dos símbolos de nossa cidade é a antiga usina de energia elétrica que fica à beira do Guaíba. Antigamente serviu para alimentar Porto Alegre com eletricidade, mas hoje é um centro cultural e artístico onde acontecem diversos eventos. O local onde ela foi construída, a Volta do Gasômetro - nome dado por causa de uma antiga usina de gás hidrôgenio carbonado erguida em 1874 -, acabou nominando o complexo arquitetônico, que utilizava carvão para produzir energia elétrica.

A construção foi inaugurada em 1928 sob o comando da Companhia Brasil de Energia Elétrica. A chaminé, de 117 metros, foi concluída nove anos depois, servindo para amenizar os efeitos causados pela emissão da fuligem. A Companhia Brasil geriu a eletricidade e o transporte elétrico na cidade até 1954, e a usina permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi desativa e esquecida. Mais tarde foi reformada e virou centro cultural, e em 1991 foi aberta ao público, virando referência turística na cidade

Além disso tudo, a usina também é procurada pelos cidadãos porto alegrenses no final das tardes, especialmente nos finais de semana, pois de lá pode-se apreciar o belíssimo pôr-do-sol no Guaíba, cena marcante em quem vive na cidade. Há opções de ver o eclipse tanto no teraço da usina como na beira do rio, ou ainda em um passeio de barco.

Pôr-do-sol no Guaíba, cena marcante em Porto Alegre

A usina homengeia diversas personalidades gaúchas: Elis Regina Carvalho Costa (cantora de música popular brasileira) com uma estátua em bronze e um teatro; Julieta Battistioli (primeira vereadora de Porto Alegre) em uma sala de conferências; Paulo Fontoura Gastal (jornalista e crítico de cinema) em uma sala de cinema; Luís Nascimento Ramos, o Lunara (pioneiro da fotografia local) em um salão multiuso. Possui também salas reservadas para oficinas de teatro, dança e pintura.

Ou seja, fora os eventos e atividades culturais, quem quiser dar uma passada por lá pode presenciar parte da história de Porto Alegre ou ainda curtir o pôr-do-sol tomando um bom chimarrão!
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Largo dos Açorianos

É um logradouro público que marca o início da história de Porto Alegre. Nele há o Monumento aos Açorianos, a Ponte de Pedra e o Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Sul, o famoso prédio rampa de skate. O local serve apenas como uma boa fotografia: realmente não há nada mais para se fazer por lá. Mas, é um lugar histórico para a capital dos gaúchos.


O Monumento aos Açorianos foi constuído em 1973 pelo escultor Carlos Tenius. Feito de aço, é uma caravela composta de corpos entrelaçados, possuindo na frente uma figura alada que seria o mitológico Ícaro - aquele que saiu voando da ilha de Creta com asas fabricadas com penas e cera. É uma homenagem aos sessenta casais de açorianos que desembarcaram na região em 1752 e deram origem mais tarde à cidade de Porto Alegre.

A Ponte de Pedra servia para a travessia de um dos braços do Arroio Dilúvio e foi inaugurada em 1848 por ordem do então presidente da província Conde de Caxias. Era a única ligação entre as chácaras da zona sul e o centro da cidade. Como o arroio começou a ser retificado em 1937, tendo seu curso planejado entre as duas pistas da Avenida Ipiranga, a ponte perdeu sua utilidade, mas ficou como memória de tempos antigos, sendo tombada em 1979.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Estátua do Laçador, símbolo gaúcho


A estátua do Laçador, um típico gaúcho pilchado (nome dado ao ato de vestir os trajes tradicionais utilizados no Rio Grande do Sul) é mais do que um cartão postal da cidade: é um símbolo do povo que habita o sul da país, e ainda mais, é um patrimônio da capital dos gaúchos, tombada em 2001.

Comemorando seu quarto centenário, em 1954, a capital paulista promoveu um concurso entre obras-de-arte, sendo que as vencedoras ficariam expostas permanentemente no recém inaugurado Parque do Ibirapuera. Treze estados e dezenove países concorreram em 640 estandes. Dentre os gaúchos que participaram, Antônio Caringi, natural de Pelotas, esculpiu em gesso um tradicional homem rio-grandense, utilizando como modelo Paixão Côrtes, vencendo o concurso. Assim, a escultura deveria ser fundida em bronze e ofertada à cidade de São Paulo.

Porém, como no Estado do Rio Grande do Sul não havia um monumento que representasse o gaúcho, os porto alegrenses reivindicaram a compra do Laçador pela prefeitura. A estátua, então, foi inaugurada em Porto Alegre em setembro de 1958, perto do Aeroporto Salgado Filho, e em 1991 foi escolhida como símbolo da cidade por meio de voto popular.

Recentemente, o monumento foi movido para a construção de um viaduto. Eu gostei do novo lugar, pois mesmo que eu sinta falta de entrar na cidade e ver a estátua, agora parcialmente deslocada e não mais no meio da avenida, o Sítio do Laçador, seu novo local, é de fácil acesso e tem estacionamento para carros e ônibus, ficando, assim, facílimo de tirar um foto frente ao tradicional símbolo gaúcho.

Sítio do Laçador, próximo ao Aeroporto Salgado Filho
É um dos pontos turísticos da cidade. Imprescindível a visita, tanto para turistas como para porto alegrenses. Faz parte da história de nosso Estado. Ao chegar na Avenida dos Estados, saindo da cidade, pegue a rua lateral e siga até o Sítio. Estacione lá mesmo, é gratuito. Só não deixe de conhecer.
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