segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Viaduto Otávio Rocha

Ele é mais conhecido como viaduto da Borges e é uma importante obra da engenharia civil de Porto Alegre. Serviu para resolver o problema da criação de uma nova avenida no centro da cidade por parte do intendente Otávio Rocha (que deu nome ao viaduto) e do então presidente do Estado Borges de Medeiros (que deu nome à via). Em 1926, a nova rua impunha um rebaixamento do terreno do Centro da cidade, deixando um vão na Avenida Duque de Caxias.

Vista da Avenida Borges de Medeiros

A criação dessa nova rua (Borges de Medeiros) foi proposta em 1914, com a intenção de cruzar o morro principal do Centro da cidade e unir as zonas da capital, e desde então já havia a ideia da construção de um viaduto para que o leito da Duque de Caxias não fosse interrompido. Como a avenida em si foi aberta doze anos depois, a obra só ficou pronta em 1932, cinco após seu projeto ter sido aprovado. Por ser toda de concreto, pensou-se em utilizá-la como abrigo aéreo caso houvesse algum bombardeio na cidade durante a segunda guerra.

Vista da Avenida Duque de Caxias

Por ser referência em Porto Alegre, foi tombado em 1988 e completamente revitalizado em 2000, juntamente com suas 36 lojas. Mesmo assim, não é nada mais do que um viaduto.
Leia mais...

sábado, 30 de outubro de 2010

Praça da Matriz - fotos antigas

Algumas fotos contando a história da Praça da Matriz (Marechal Deodoro).

Pintura de Athayde d'Avila no século XIX, quando a praça ainda era um largo.

Aquarela de Herrman Wendroth, de 1852, retratando a Igreja da Matriz e o Palácio do Governo.

A Igreja da Matriz e a Capela do Império do Espírito Santo que deram lugar à Catedral Metropolitana.

Vista lateral da Igreja da Matriz.

O Theatro São Pedro e a praça com os primeiros sinais de arborização.

Os prédio gêmeos (o da direita foi destruído em um incêndio em 1949).

O Palácio Piratini, sede do governo rio grandense, erguido no início do século XX.

A Praça na década de 1920, com o Auditório Araújo Viana onde hoje fica o Palácio Farroupilha.


Leia mais...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Praça Marechal Deodoro


É um dos logradouros mais antigos e mais bonitos de Porto Alegre. Sua origem bate com a da própria capital, mas o local era um largo que só recebeu as primeiras calçadas na década de 1840. Quarenta anos depois ela começou a ser arborizada e em 1914 recebeu o monumento a Júlio de Castilhos, tomando a sua configuração atual. Já teve três nomes: Largo da Matriz desde 1773, Praça Dom Pedro II - nome dado em 1858 devido a uma visita do imperador a capital da província - e finalmente Praça Marechal Deodoro, em homenagem ao proclamador da república brasileira em 1889.

Monumento a Júlio de Castilhos

O local é belo, arborizado e repleto de adornos. Falta só um pouquinho de cuidado: podar algumas moitas, alguns galhos de árvore, consertar algumas rachaduras na estrutura do monumento principal da praça, pouca coisa. Assim como está parece que não damos muita atenção ao local. E isso que nos finais de semana é possível ver inúmeras famílias ao redor da praça, com as rodas de chimarrão típicas do povo gaúcho. Ou seja, é bem aproveitado. Só precisa de uns retoques aqui e ali periodicamente para não deixar que a praça fique com a aparência do Centro: suja e abandonada.
Leia mais...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Theatro São Pedro

O teatro mais antigo da cidade foi inaugurado em 1858, reinou por mais de um século, fechou, foi restaurado, e hoje figura como um dos astros da cena cultural da cidade. Além de tudo, é um prédio histórico que fica ao redor da Praça da Matriz, onde se encontram outros tantos mais dessa mesma categoria. Seu interior é todo decorado com veludo e ouro.


Suas obras começaram em 1834 por iniciativa de doze cidadãos que desejavam construir um teatro para Porto Alegre. No ano seguinte, as mesmas foram interrompidas por causa da Revolução Farroupilha. Claro que depois de tanto tempo parada - o fim da guerra se deu em 1845 -, novos recursos tiveram que ser recolhidos para a continuidade da obra. O projeto do teatro, inclusive, foi refeito por Georg Karl Phillip von Normann (1818-1862), arquiteto alemão que realizou diversas obras pelo estado do Rio Grande do Sul. O planejamento incluia dois prédio gêmeos, lado a lado.

Prédio gêmeos na Praça da Matriz. À esquerda o Theatro São Pedro e à direita o Tribunal de Justiça, destruído por um incêndio em 1950.

A Associação do Teatro foi uma sociedade encarregada dos encargos do Teatro, desde a sua inauguração em 27 de junho de 1858, até que ser destuída em 2 de abril de 1862 por falta de verbas. Porto Alegre na época possuía pouco mais de 20 mil habitantes e a manutenção se tornara cara para a iniciativa. Apesar de ser palco de diversos artistas consagrados, em abril de 1973 o Theatro São Pedro foi fechado por falta de manutenção adequada.

Interior do Theatro São Pedro: platéia e palco.

Dois anos depois sua restauração começou a ser feita. Em 1982 foi criada a Fundação Theatro São Pedro, dirigida por Dona Eva Sopher (que continua no cargo até hoje), que seria encarregada de cuidar do edifício e das atividades culturais em sua nova era. A reinauguração do Theatro se deu em agosto de 1984, e no ano seguinte o mesmo passou a contar com uma orquestra de câmara. A expansão começou a ser pensada em 1995, e em 2002, num projeto de Marco Peres, Julio Ramos Collares e Dalton Bernardes, começou a ser construído um Multipalco, que quando for concluído, se tornará junto com o Theatro São Pedro um dos maiores complexos culturais da América Latina.
Leia mais...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Planejamento urbanístico

Bem, uma cidade que se importa com sua aparência também deve se preocupar com seus habitantes. Ajudá-los, por mais frio que possa ser isso que eu vou escrever agora, é melhorar o visual urbano. Além disso, deve-se garantir a qualquer pessoa o mínimo de conforto possível. Como fazer isso?

O Chile possui um programa de erradicação das favelas até o final desse ano. Com a tragédia ocorrida no país no início do ano não sei mais se isso será possível, mas tudo andava bem até então. São iniciativas populares (privadas) que começam com a arrecadação de verbas para construção de conjuntos habitacionais. Após, é feito um cadastramento de mão-de-obra voluntária para que, em alguns finais de semana, as casas saiam do papel e sejam erguidas. Tal programa foi copiado em São Paulo e poderia ser feito por aqui também.

Em Porto Alegre tivemos uma parceria da prefeitura com o governo federal para construção da Vila dos Papeleiros. É exatamente a isso que eu me refiro. Uma casa com o mínimo de decência para cada morador da cidade. Reparem como o visual do local melhorou (só não a segurança, mas isso é outro assunto), assim como a vida dos habitantes da vila.

Outro assunto é em relação aos moradores de ruas. Como estes habitam calçadas e locais famosos de Porto Alegre, melhorar a aparência da capital seria expulsá-los de sua "moradia". E estes, seres humanos como nós, são um problema social forte do nosso país. Pedintes em sinaleiras nem se fala. É uma situação constrangedora para ambos, tanto para quem é abordado como para quem tem que implorar por trocados. E as soluções para estes casos são sempre simples demais e de curta duração.
Leia mais...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Não é desvalorizar a orla

A orla do Guaíba, especialmente perto da Usina do Gasômetro, está completamente esquecida. Largada, abandonada, é utilizada hoje como moradia para mendigos. Duas coisas que não são dignas de uma capital que se orgulha em dizer que fica à beira de um rio. Primeiro porque oferecer alguns confortos aos seus cidadãos, modificar um pouco a natureza (sem deixá-la de lado), não é desvalorizar a orla. Segundo, uma cidade deveria abraçar todos seus habitantes, e não abandoná-los quando esses não possuem mais nada, a não ser suas lembranças e sua história de vida.


Há diversas árvores, mato, terra, poças da água, enfim, quase que a mata nativa. Claro, sempre temos que cuidar do meio ambiente, ecologia, etcétera e tal, mas podemos também ter mais contato com a natureza (se ela não for a selva que é hoje ali), caminhar na beira do rio, entre as árvores. O que quero dizer com tudo isso? Reforma já!


Poderíamos plantar árvores mais bonitas, ou ainda podar as que estão por lá. Um cuidado especial com as moitas (se é que é possível), para deixar um ambiente mais agradável, sem perder o ar de natureza. Bancos próximos à orla, para apreciar aquele belo pôr-do-sol que temos no Guaíba, postes de luz para que quando o rio engolir o sol os espectadores não tenham que sair correndo e quem sabé até um murinho de pedra para segurar o barranco que tem ao lado da avenida beira-rio são alternativas que não acabariam com a natureza da orla.


Os postes podem ser de estilo antigo, como os que colocaram na João Alfredo recentemente. Ou ainda pendurados no dito muro que separaria o elevado da avenida da beira do rio. Outra alternativa é colocar uma estrada de pedra na orla, mantendo as árvores para dar uma sombra para quem quiser passear por perto, e fazer um jardim para embelezar. Ficaria um pouco mais longe da natureza selvagem que hoje se apresenta por ali, mas também não transformaria o lugar numa selva de pedra.

Alguns restaurantes e bares poderiam ser construídos por ali. Uns 2 ou 3, não muita coisa. De repente, construí-los um pouco mais elevados do que o nível do rio, mas um pouco abaixo do nível da avenida. Um meio termo separando a cidade da orla. E as paredes seriam todas envidraçadas, para que a vista não fosse perdida.

Essas reformas nos permitiriam apreciar mais a beira do rio. E como disse antes, não significam desvalorizar a orla.

[A primeira foto foi tirada a poucos metros da Usina do Gasômetro, e as demais na orla da Barra do Ribeiro, município próximo à cidade de Guaíba.]
Leia mais...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O natural e o desleixado

Apesar de ser um terreno altamente utilizado pelos porto alegrenses, aquele pedaço de terra ao lado da Usina do Gasômetro está com aspecto de desleixo. Uma coisa é deixar natural, outra é esquecer de cuidar. É a diferença entre o gramado de uma casa habitada, onde é feito um trabalho de jardinagem, e um terreno baldio. Há espaços de terra batida, onde poças da água demora a secar.

Parte do terreno "natural" perto da Usina. Poças d'água e um gramado mal cuidado.

Muito trabalho não há para fazer. As pessoas que frequentam o lugar, especialmente para apreciar o pôr-do-sol, gostam de estender uma toalha e sentar em cima, tomar um chimarrão, clima de piquenique. Logo, deixemos o gramado ali. Mas é um cartão postal da cidade, merece, pelo menos, pequenos cuidados para ficar com uma aparência mais elegante.

Enfeiando o local: um troço de metal e uma estradinha de chão batido que podia ser de pedra, um pouco mais civilizado.

Outra coisa que chama a atenção - para o lado ruim - é aquele pedaço de metal corroído e pichado que fica nas proximidades. Para que serve? Para que foi feito? Por que ainda não o tiraram dali? Enfim, mais um ponto mal cuidado da orla do Guaíba. Se serve como mirante (vai saber), que façam um direito. Mexer um pouquinho não significa encher o local de concreto, e sim, construir quem sabe uma calcaça onde há terra batida e colocar grama por tudo - uma podada, natural, e não desleixada.
Leia mais...

sábado, 18 de setembro de 2010

Usina do Gasômetro


Um dos símbolos de nossa cidade é a antiga usina de energia elétrica que fica à beira do Guaíba. Antigamente serviu para alimentar Porto Alegre com eletricidade, mas hoje é um centro cultural e artístico onde acontecem diversos eventos. O local onde ela foi construída, a Volta do Gasômetro - nome dado por causa de uma antiga usina de gás hidrôgenio carbonado erguida em 1874 -, acabou nominando o complexo arquitetônico, que utilizava carvão para produzir energia elétrica.

A construção foi inaugurada em 1928 sob o comando da Companhia Brasil de Energia Elétrica. A chaminé, de 117 metros, foi concluída nove anos depois, servindo para amenizar os efeitos causados pela emissão da fuligem. A Companhia Brasil geriu a eletricidade e o transporte elétrico na cidade até 1954, e a usina permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi desativa e esquecida. Mais tarde foi reformada e virou centro cultural, e em 1991 foi aberta ao público, virando referência turística na cidade

Além disso tudo, a usina também é procurada pelos cidadãos porto alegrenses no final das tardes, especialmente nos finais de semana, pois de lá pode-se apreciar o belíssimo pôr-do-sol no Guaíba, cena marcante em quem vive na cidade. Há opções de ver o eclipse tanto no teraço da usina como na beira do rio, ou ainda em um passeio de barco.

Pôr-do-sol no Guaíba, cena marcante em Porto Alegre

A usina homengeia diversas personalidades gaúchas: Elis Regina Carvalho Costa (cantora de música popular brasileira) com uma estátua em bronze e um teatro; Julieta Battistioli (primeira vereadora de Porto Alegre) em uma sala de conferências; Paulo Fontoura Gastal (jornalista e crítico de cinema) em uma sala de cinema; Luís Nascimento Ramos, o Lunara (pioneiro da fotografia local) em um salão multiuso. Possui também salas reservadas para oficinas de teatro, dança e pintura.

Ou seja, fora os eventos e atividades culturais, quem quiser dar uma passada por lá pode presenciar parte da história de Porto Alegre ou ainda curtir o pôr-do-sol tomando um bom chimarrão!
Leia mais...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Orla do Guaíba

Um dos grandes orgulhos de Porto Alegre é também uma de suas maiores negligências: a orla do Guaíba. Os habitantes da capital dos gaúchos gritam aos quatro ventos o quão belo é o pôr-do-sol no rio, mas quase nenhum percebe o que fizemos ao poluir as águas e esquecer-mos de valorizar a sua orla. Por isso, uma das abordagens desse blog será em relação à isso, dividido em três tópicos:

Negligenciada: aqueles pontos da orla em que esquecemos do rio que banha a nossa cidade. Matos que nunca foram podados, natureza selvagem, difícil acesso às águas e locais pouco confortáveis para apreciar o tão falado pôr-do-sol;
Melhorada: algumas ideias de como poderíamos melhorar os pontos que estão ruins. Como não me canso de dizer, são as opiniões dos autores do blog, e mesmo que alguém não concorde, as postagens pelo menos servirão para dar um impulso à imaginação e, quem sabe, abrir os olhos da população;
Valorizada: os locais na orla em que foi dada alguma atenção; que são bonitos e bem cuidados; que nos fazem sentir-se bem; agradáveis.


Portanto, não é nada mais do que um levantamento de como está a orla do nosso querido Guaíba, tão mal tratado pelo lixo e poluição que despejamos nele diariamente, dos lugares bem cuidados até aqueles que parecem nunca terem recebido atenção nenhuma até hoje. E claro, para não ficar aqui só criticando, proponho algumas mudanças. Nada mais que simples ideias de o quê podemos fazer para valorizar o rio que banha nossa cidade, embelzar sua orla, para o aproveitarmos melhor. Não necessariamente o que temos que fazer, mas sim para causar uma mobilização para o que deveríamos fazer: cuidar melhor do nosso Guaíba!
Leia mais...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Centro Histórico

Porto Alegre é uma cidade que possui vários edifícios históricos conservados em seu Centro, sendo um destaque nacional por isso. Porém, devido a uma rápida expansão populacional ocorrida décadas atrás, a capital gaúcha destruíu parte de seu patrimônio para erguer prédios mais modernos e que comportassem um maior número de pessoas. Alguns não foram acabados, e outros estão se deteriorando. O resultado disso foi um Centro de contradições: prédios históricos cercados por construções velhas e mal cuidadas.


Reparem na foto acima. O Mercado Público, que com certeza é um dos prédios históricos mais bem utilizados da cidade, tem sua beleza e altivez manchadas pelos edifícios inacabados que estão caindo aos pedaços no fundo. A imagem mostra bem o contraste do Centro de Porto Alegre. Portanto, um dos intuitos deste blogue é trazer a tona um bairro esquecido, recuperando o charme dos velhos tempos, se não exatamente igual como era, então renovado e reconstruído, sempre aproveitando aquilo que há de bom e utilizando estruturas existentes que possuem pouco uso atualmente.

A seção Centro Histórico abordará isso, e está dividida da seguinte maneira:
     - Novo Centro: ideias mais amplas de como devemos renovar o bairro, os acertos e os erros cometidos, e como na nossa cabeça devemos mudar o que hoje pensamos a respeito do Centro;
     - Lugares Interessantes: o que existe de bom no bairro;
     - Locais Esquecidos: locais existentes hoje no Centro que não são aproveitados pela população;
     - Transformações: algumas ideias de como podemos usufruir os locais esquecidos;
     - Estátuas e Monumentos: com o objetivo de embelezar o bairro, estátuas que se encontram espalhadas (e esquecidas) pela cidade poderiam ser transferidas para as ruas e logradouros do Centro.

Vale lembrar que este blogue não possui conotação política: as reformas que são propostas aqui são apenas para atiçar a imaginação dos mais intrépidos cidadãos porto alegrenses, que anseiam por alguma mudança e por uma valorização da cidade que tanto amam. Na verdade vale para todos. Não há a necessidade de concordarem com tudo o que é escrito aqui, basta apenas que os textos lhes permitam visualizar a cidade que desejariam que Porto Alegre fosse. Claro, sempre preservando a identidade, o charme e a sutileza da nossa querida capital!
Leia mais...
 

Descobrindo Porto Alegre Copyright © 2009 WoodMag is Designed by Ipietoon for Free Blogger Template