Bem, uma cidade que se importa com sua aparência também deve se preocupar com seus habitantes. Ajudá-los, por mais frio que possa ser isso que eu vou escrever agora, é melhorar o visual urbano. Além disso, deve-se garantir a qualquer pessoa o mínimo de conforto possível. Como fazer isso?
O Chile possui um programa de erradicação das favelas até o final desse ano. Com a tragédia ocorrida no país no início do ano não sei mais se isso será possível, mas tudo andava bem até então. São iniciativas populares (privadas) que começam com a arrecadação de verbas para construção de conjuntos habitacionais. Após, é feito um cadastramento de mão-de-obra voluntária para que, em alguns finais de semana, as casas saiam do papel e sejam erguidas. Tal programa foi copiado em São Paulo e poderia ser feito por aqui também.
Em Porto Alegre tivemos uma parceria da prefeitura com o governo federal para construção da Vila dos Papeleiros. É exatamente a isso que eu me refiro. Uma casa com o mínimo de decência para cada morador da cidade. Reparem como o visual do local melhorou (só não a segurança, mas isso é outro assunto), assim como a vida dos habitantes da vila.
Outro assunto é em relação aos moradores de ruas. Como estes habitam calçadas e locais famosos de Porto Alegre, melhorar a aparência da capital seria expulsá-los de sua "moradia". E estes, seres humanos como nós, são um problema social forte do nosso país. Pedintes em sinaleiras nem se fala. É uma situação constrangedora para ambos, tanto para quem é abordado como para quem tem que implorar por trocados. E as soluções para estes casos são sempre simples demais e de curta duração.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
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