terça-feira, 27 de julho de 2010

Por um Centro requintado

Renovação de prédios antigos, edifícios modernos, por tudo isso passa a revitalização do Centro. Porém, a parte histórica da cidade não fica concentrada somente em um bairro. Engloba pelo menos cinco. O ideal seriam reformas em todos eles, pegando um pouco de cada e fazendo um grande complexo turístico.

Claro que o principal seria o Centro. Ele passaria a se chamar Cidade Velha, quem sabe, já que o centro comercial e administrativo da cidade passaria para o bairro Navegantes. Mas há muito o que se aproveitar em outros distritos da cidade: Independência, Bom Fim, Farroupilha e Cidade Baixa. Todos juntos formariam o Centro Histórico de Porto Alegre, e seriam um atrativo turístico, um de verdade, onde se possa ter atividades de lazer e de cultura.



Só que as reformas não poderiam englobar somente as edificações. As ruas deveriam ser retrô também, feitas de pedra. As calçadas poderiam ser restauradas. Mas não só arrumando o que está estragado: deixá-las uniformes também, padronizadas, e com estilo da época de colônia. A iluminação poderia ser feita basicamente por luminárias antigas, de ferro. As fiações poderiam ser enterradas em baixo das calçadas, já que se mexeria nas mesmas. E em alguns prédios modernos, construídos na metade do século para cá, poderiam ser feitas reformas para deixá-los com cara de século XIX. Assim, teríamos diversas ruas históricas, cada uma preservando a identidade que tem hoje, porém com bem mais atrações. Estátuas poderiam enfeitar a cidade. Quem sabe colocadas nas praças do Centro, que hoje estão caindo aos pedaços. Todas elas poderiam ser renovadas e ganhar monumentos para enfeitá-las.

Uma polícia turística precisaria ser criada. Ela teria jurisdição no Centro Histórico, não somente cuidando dos cidadãos e visitantes, mas também dos monumentos da cidade. Quem nunca passou por um prédio histórico em Porto Alegre e o viu pichado? Nada contra a arte de rua, mas ela poderia ter seu lugar definido no Centro, não em monumentos, claro.

Alguns lugares seriam modernizados. Um Centro só com casas antigas daria muito trabalho. Teríamos que tirar todo mundo de lá, reformar tudo, e depois mandar todo mundo de volta. Um trabalhão que é praticamente impossível de ser feito. Mas aos poucos Porto Alegre poderia ganhar um ar retrô, como se não tivesse esquecido do seu passado, e atrair visitantes e principalmente seus cidadãos para seu Centro Histórico.
Leia mais...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Projetos de restauração

Vários prédios históricos estão sendo restaurados no Centro da cidade através da iniciativa e realização do Projeto Monumenta, um programa do Ministério da Cultura. A Biblioteca Pública é um exemplo. Locais públicos também são abrangidos: quem passa pela Praça na Alfândega percebe que a mesma está fechada para obras. E ficará assim até setembro de 2011 (previsão). E não é só isso. Podemos passar por dezenas de ruas de Porto Alegre atualmente e perceber como monumentos antigos foram renovados. Isso é, com certeza, um passo importante para uma cidade que busca por turistas.

Diversas casinhas com arquitetura antiga foram renovadas, ganharam cores e vida. No bairro Cidade Baixa, tradicional pela vida noturna agitada, a rua João Alfredo teve suas casas em estilo coloniais ocupadas por pubs e bares que se empenharam em restaurar as fachadas e interiores. Isso sim é o que se deve fazer para se usufruir de construções assim: aproveitá-las para alguma atividade de lazer. E como Porto Alegre é conhecida por sua noite, nada melhor do que fazer festas em casas históricas.

E não para por aí. Não é só o Monumenta que atua na capital gaúcha. E como a ideia de restaurar tende a continuar, só podemos esperar que cada vez mais construções históricas ressurjam. Ah, para quem não sabe monumenta significa monumentos em latim. Quem quiser pode dar uma olhada no site: http://www.monumenta.gov.br/site/.

Ou seja, percebe-se que há uma movimentação na cidade para recuperar sua história. Diversas cidades turísticas ao redor do mundo fizeram isso. Só que aproveitaram melhor seus monumentos. Estamos engatinhando nesse quesito, mas pelo menos já apresentamos uma melhora considerável.
Leia mais...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Prédios não históricos

A renovação do Centro passa também pelos prédios construídos no final do século passado. Situando-se melhor, mais ou menos de 1970 em diante. Muitos deles não possuem arquitetura nenhuma e vários estão caindo aos pedaços. Assim, as fachadas são feias e sem graça, e estão rachadas ou falta pedaços. Alguns edifícios - e não são poucos - parece que nem foram terminados: são blocos de cimento já mofado e sujo com buracos para as janelas e portas. Aí, não tem reforma com prédio histórico que resolva.




Prédios sem arquitetura no Centro de Porto Alegre

Por isso, proponho uma reforma radical: uma renovação dos prédios não históricos também, para embelezar nosso Centro de vez. Para dar a entender o nível de radicalismo, pode-se notar que alguns edifícios foram construídos em meio a locais históricos. Sim, estão intrometidos, poluindo a paisagem. Por sorte, são comerciais. Com a transferência desses para outras edificações, esses prédios poderiam ser implodidos. Isso mesmo, derrubados! Claro, nem todos. Alguns se misturaram bem à paisagem.

Alguns prédios são legais, bonitos no Centro. Uma coisa que parece que faz bastante a diferença são sacadas. Portanto, vamos encher os edifícios delas! Em Buenos Aires, por exemplo, nos locais históricos praticamente só há prédios com sacadas. Na Europa também.

A fachada do edifício da frente está ruindo e o de trás parece que nem foi concluído

Fazer isso nos prédios que estão inacabados (aqueles que são só cimento mofado) creio que seria mais fácil. Eles estão pedindo por isso. O problema será renovar aqueles que parecem bons. Óbvio que nem todos passariam por essa reforma. Até o radicalismo tem limite. Mas mesmo assim, não podemos nos atentar somente aos prédios históricos com esses blocos de concreto e ferro enfeiando o resto. Lembrem-se que eles são a maioria das edificações presentes no Centro.

Com o passar do tempo irei abordando aqui os edifícios que poderiam passar por uma reforma, e aqueles mínimos que estão intrometidos em locais históricos e que até deveriam ser implodidos. Seguem algumas fotos com exemplos de fachadas interessantes de se fazer nos edifícios não históricos do Centro.





À esquerda prédio existente no Centro de Porto Alegre; abaixo edifícios no bairro da Recoleta em Buenos Aires.







Fachadas simples ficam embelezadas com sacadas

Claro que a colocação de sacadas é uma opção que a meu ver embeleza os edifícios de uma cidade. Mas isso fica a critério de cada um. Imagine você como poderiam ser mais belos os prédios não históricos do Centro e como o bairro ficaria melhor se eles não fossem esses blocos de concreto ou estivessem intrometidos nos locais históricos da nossa cidade.

Leia mais...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Por um Centro com mais cultura e lazer

Várias cidades ao redor do mundo deram destaque ao seu centro histórico e o transformaram em um local de cultura e lazer. Nós aqui podemos fazer o mesmo. Assim, disponibilizaríamos de mais coisas para fazer e teríamos uma cidade mais turística. Porto Alegre tem diversos prédios históricos no Centro e pensa sempre em preservá-los, quando deveria usufruí-los.

Muitos desses prédios estão sendo reformados, ganhando novas cores, vibrantes. Muitos cidadãos ficaram satisfeitos e acham que o Centro está mais do que bom. Gente, está longe disso. O passo dado para melhorar foi considerável, de se aplaudir em pé, mas não pode parar por aí. Há diversas estruturas prontas na cidade, mas pouco utilizadas. Por exemplo, peças de teatro. Temos dois vestivais, um chamado Porto Alegre em Cena e outro Porto Verão Alegre. Porém, fora disso, não se escuta falar nada sobre peças na cidade.

Não que não haja peças fora do festival, mas elas são pouco divulgadas. Talvez porque tenham pouco público. Isso pode ser porque o Centro não é um local atrativo por possuir poucas atividades de lazer. Com a construção de um shopping center no cais do porto, creio que parte desse problema estaria resolvido. Com um bairro renovado, limpo, e sem aquele atrolho de lojinhas, várias outras coisas poderiam chamar o porto alegrense para lá. Assim, poderíamos ter diversas peças em cartaz, fora do festival, e com ótima divulgação e excelente público.



Também, os diversos museus de Porto Alegre poderíam oferecer mais exposições. Teria mais pessoas no Centro buscando lazer e cultura e isso se tornaria perfeitamente viável. A estrutura já existe na cidade. Temos mais de 60 museus. Poderia haver também uma feira de rua semanal, com artesanato, antiguidades, móveis, comida, revistas e livros antigos, filmes, discos de vinil, brechós, etc. Talvez só não no domingo, para não acabar com o nosso velho e bom brique da Redenção.

E o mais urgente: vida noturna com tranquilidade e segurança. Leia-se isso primeiramente como um intenso efetivo da polícia. Em segundo, a noite no centro deveria ser agitada, alegre, e não como está hoje, com botecos, mendigos e bandidos. Bares e casas noturnas atrairíam o cidadão para a noite no Centro. Assim, mais lugares poderiam ser 24 horas, como lanchonetes e cafés. Mais dessas, aliás, poderiam ter vista para a rua, com paredes envidraçadas. Reitero aqui que as ruas deveriam ser mais limpas, com ambiente mais agradável. Muito mais do que são hoje.

Fazendo essas coisas, o que está esquecido no Centro seria relembrado. Como o Capitólio, que foi reformado, porém, continua fechado. Os rolos de filmes devem estar mofando esperando por uma iniciativa e pela atenção dos porto alegrenses. Ou o viaduto Otávio Rocha, que está abandonado, com aspecto de desleixo, numa negligência impressionante. Com algumas reformas no Centro, Porto Alegre seria turística, bela e cultural. Nossa capital já foi referência como cidade que esteve à frente em iniciativa no país, mas hoje, não cuidamos do nosso próprio patrimônio. Muito menos usufruímos dele.
Leia mais...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Terminal da Cairú

Com a transferência do comércio para a Avenida Farrapos, revitalizando a mesma, o corredor de ônibus que há no meio da rua seria transformado em uma faixa adicional para carros. Assim, o trânsito fluiria melhor, pelo menos na pista da esquerda, facilitando o deslocamento dos veículos, principalmente em horário de pico. A Avenida Voluntários da Pátria, que segue paralelamente à Farrapos, serviria para receber o trânsporte público. Ônibus só por ela. Assim, acabaria com a disputa que ocorre no trânsito porto alegrense diariamente entre os motoristas de carros e os de ônibus.

Na Avenida Farrapos, entre as avenidas Brasil e Cairú, há um terminal de ônibus. Ou o mais próximo que se pode chegar disso. Na verdade são diversas paradas enfileiradas com uma infra-estrutura precária. Se uma estação moderna fosse construída no lugar, poderia ser a porta de entrada para quem iria de transporte público para o novo Centro.


Terminal precário da Cairú

Li em alguns lugares que uma nova estação rodoviária seria construída perto do aeroporto, e que a antiga seria utilizada para receber linhas urbanas. Não sei se tais fontes estão corretas, mas isso seria melhor ainda, pois assim o cidadão teria a opção de escolher em qual ponta do Centro gostaria de descer. Lembrem-se que quando me refiro ao Centro aqui quero dizer a Avenida Farrapos, entre a rodoviária e o terminal da Cairú. O que hoje chamamos de Centro seria um lugar histórico de preservação, lazer e cultura. Mas, mesmo que esse projeto da rodoviária não ocorra, um terminal moderno na Cairú poderia receber os cidadãos de forma decente.

Uma infra-estrutura moderna seria necessária no local

Claro que haveriam diversas paradas ao longo da Voluntários da Pátria para que se pudesse descer perto do lugar desejado, e não necessariamente nas pontas da avenida. Algumas ruazinhas que unem a Voluntários à Farrapos poderiam ter seu trânsito interrompido para que os pedestres pudessem andar livremente entre as diversas lojas - sim, haveriam, então, lojas nessas ruas - ou de repente, esses locais serviriam como estacionamento.

Bom, já dá para notar um potencial para receber, com severas incrementações de estrutura, o comércio saturado do Centro de Porto Alegre. Teria que ser um lugar moderno, já que a nossa cidade está velha e esquecida. Já que vamos mudá-la, vamos melhorá-la também.

Leia mais...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Modernização da Farrapos

Bom, como já mencionei anteriormente, transferir o comércio do Centro de Porto Alegre para a Avenida Farrapos faria um bem para os dois locais. Assim, aliviaria o bairro histórico que hoje é saturado de lojinhas e renovaria os prédios da avenida.

Claro, para isso teria que haver algum incentivo, alguma ajuda do governo. Não bastaria simplesmete decretar a mudança e cada um que se vire. Os prédios da Farrapos seriam renovados. Ou ainda, os velhos poderiam ser tombados e novos e modernos construídos no lugar. Assim, daqui a alguns anos, o novo Centro de Porto Alegre não pareceria tão velho quanto é hoje. Tem de haver uma modernização. Tem que ser um local bonito. Podemos tomar como exemplo, claro que salvas todas as proporções, a cidade de Nova York. Prédios bonitos e chiques, ar de metrópole. Não sei se poderíamos fazer aqui algo de tamanha magnitude, mas não custaria tentar. Não digo em altura dos prédios, mas sim, na elegância do ambiente.

Idealização da nova Avenida Farrapos por D.C.

Primeiramente, tiraria-se o corredor de ônibus do meio da avenida. Deixaria de três a quatro faixas somente para carros, para que o trânsito possa fluir, pelo menos na faixa da esquerda. Teria que haver uma reforma no fim da avenida, para que se possa chegar no Centro (o de hoje) diretamente, e algumas ruas perpendiculares poderiam ser ampliadas, facilitando o acesso à Farrapos. Teríamos a nossa própria Avenida Paulista.

A avenida hoje está abandonada. Existem centros comerciais por lá, e alguns possuem belas construções. Todos esses seriam mantidos, ganhando visibilidade. Muitos prédios residenciais continuariam onde estão, mas ganhariam uma bela reforma na fachada e quem sabe até uma renovação da mesma. E quanto à noite que hoje existe por lá? Bem, essa é outra história, que futuramente será abordada da forma como merece.

Leia mais...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Comércio na Avenida Farrapos

O porto alegrense é provinciano. Tudo bem que a capital gaúcha não é uma metrópole e nem mesmo um grande centro urbano. Só que é impressionante como as pessoas não gostam de se deslocar dentro da cidade. Está certo que Porto Alegre possui a maior região metropolitana do sul do país, e que a população do município supera 1 milhão e 500 mil habitantes, mas mais de 20 minutos de carro para chegar em algum local já é considerado muito tempo.

Por causa dessa mentalidade é que o Centro da cidade está infestado de escritórios. Parece que se o indivíduo não abrir seu negócio ali, ele não dará certo. Um pequeno espaço físico com buzilhões de centros comerciais, um do ladinho do outro, exigindo o mínimo de deslocamento entre eles. Aí, o que acontece? Às seis horas da tarde, quando acaba o turno de trabalho, metade da frota de carros da cidade, que está concentrada no Centro, deixa os estacionamentos para congestionar as ruas.

Na saída do bairro, próxima à Estação Rodoviária, começa a Avenida Farrapos. Decadente, suja e velha, só é conhecida pelos porto alegrenses por causa da sua vida noturna. E mesmo assim com certas restrições, pois a avenida é considerada uma das mais perigosas da cidade durante a noite. E é algo irônico, pois paralelamente a ela segue a Avenida Cristóvão Colombo, a poucos metros de distância, que possui um desenvolvimento bem maior. É gritante a diferença.

Por que, então, não juntamos as duas coisas? Desenvolvemos a Avenida Farrapos transferindo a grande maioria das partes administrativa e comercial do Centro para lá. Assim, o bairro poderia ser um local de lazer e cultura, e ser, definitivamente, o lugar histório de que tanto nos orgulhamos. Teria de haver um maior deslocamento por parte dos porto alegrenses, já que muitos bancos continuariam no Centro, além dos governos estadual e municipal, enquanto o comércio estaria na Farrapos. Se bem que para sair da avenida seria bem mais fácil, pois é só seguí-la para deixar a cidade e qualquer ruazinha perpendicular que se pegue já se vai para os demais bairros. É uma excelente solução para esses dois locais tão mal tratados e esquecidos de Porto Alegre.
Leia mais...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Centro histórico

Já escutei algumas pessoas que moram em Porto Alegre compararem alguma parte da capital gaúcha com a Europa. Ouvi, inclusive, da boca de pessoas famosas. Pena que isso é um caso extremo de bairrismo. Minhas sinceras desculpas a tais indíviduos, pois eu gosto muito da minha cidade, mas ela não se parece com o Velho Continente.

Entretanto, temos um pequeno potencial para tal. Olhem para o Centro de Porto Alegre. Esqueçam aquela multidão, buzihões de lojas, sujeira, bandidagem, etc. Atentem somente aos prédios históricos presentes. São maravilhosos. O bairro em si tem uma beleza ímpar, porém, atualmente se encontra sórdido e esquecido. Falta a ele charme, elegância. Não seria um trabalho muito duro em termos de construções. O pior seria mudarmos nossa ideia de Centro. Temos que priorizar atividades de cultura e lazer no bairro, transferindo grande parte da administração e do comércio para regiões adjacentes, aliviando, assim, a multidão que sufoca as ruas. Não digo aqui, de maneira alguma, para deixarmos o lugar sem ninguém. Ao contrário, o objetivo é atrair o porto alegrense para o local, mas de maneira espontânea, e não obrigatória.

Outro ponto interessante, e importante para a revitalização do nosso Centro, é dar a ele vida noturna. Fazer com que funcione 24 horas por dia, oferecendo bares e casas noturnas. Assim, a segurança seria facilitada, pois com movimento intenso no local e, claro, com grupos de policiais espalhados pelas ruas, a ação dos bandidos ficaria bem limitada. Imagine só, sair de uma peça no Theatro São Pedro, andar algumas quadras até o Mercado Público para jantar, e depois sentar e conversar num bar com bastante gente. Maravilhoso, não?

O grande teste para sabermos se realmente nossa querida capital se parece com a Europa é ter o aval dos habitantes do Velho Mundo. Não quero uma cidade para inglês ver, mas teríamos que passar por tal prova. Hoje, muitos europeus realizam mochilões (tipo de viagem em que a pessoa se priva de confortos, deslocando-se somente com uma mochila nas costas com algumas mudas de roupa e poucas provisões) pela América do Sul, incluindo o Brasil. Passam por Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis e daí pulam pro Uruguai. Não passam por Porto Alegre.

Alguns toques aqui, outros retoques ali. Com poucas ações podemos deixar nosso Centro com cara de primeiro mundo. Como Buenos Aires, famosa por ser a Europa na América do Sul. E é mesmo, pois os próprios europeus dizem isso. Vou, nas próximas semanas, quem sabe próximos meses, ir trabalhando algumas ideias para deixar o bairro com ar limpo e requintado. Já tem belas construções por lá, e algo interessante de se fazer é levar algumas estátuas que estão largadas pela cidade para enfeitar as ruas do centro. Bom, aos poucos as sugestões serão colocadas, mas como eu disse anteriormente: o mais difícil será mudar a nossa ideia de Centro.
Leia mais...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Estátua do Laçador, símbolo gaúcho


A estátua do Laçador, um típico gaúcho pilchado (nome dado ao ato de vestir os trajes tradicionais utilizados no Rio Grande do Sul) é mais do que um cartão postal da cidade: é um símbolo do povo que habita o sul da país, e ainda mais, é um patrimônio da capital dos gaúchos, tombada em 2001.

Comemorando seu quarto centenário, em 1954, a capital paulista promoveu um concurso entre obras-de-arte, sendo que as vencedoras ficariam expostas permanentemente no recém inaugurado Parque do Ibirapuera. Treze estados e dezenove países concorreram em 640 estandes. Dentre os gaúchos que participaram, Antônio Caringi, natural de Pelotas, esculpiu em gesso um tradicional homem rio-grandense, utilizando como modelo Paixão Côrtes, vencendo o concurso. Assim, a escultura deveria ser fundida em bronze e ofertada à cidade de São Paulo.

Porém, como no Estado do Rio Grande do Sul não havia um monumento que representasse o gaúcho, os porto alegrenses reivindicaram a compra do Laçador pela prefeitura. A estátua, então, foi inaugurada em Porto Alegre em setembro de 1958, perto do Aeroporto Salgado Filho, e em 1991 foi escolhida como símbolo da cidade por meio de voto popular.

Recentemente, o monumento foi movido para a construção de um viaduto. Eu gostei do novo lugar, pois mesmo que eu sinta falta de entrar na cidade e ver a estátua, agora parcialmente deslocada e não mais no meio da avenida, o Sítio do Laçador, seu novo local, é de fácil acesso e tem estacionamento para carros e ônibus, ficando, assim, facílimo de tirar um foto frente ao tradicional símbolo gaúcho.

Sítio do Laçador, próximo ao Aeroporto Salgado Filho
É um dos pontos turísticos da cidade. Imprescindível a visita, tanto para turistas como para porto alegrenses. Faz parte da história de nosso Estado. Ao chegar na Avenida dos Estados, saindo da cidade, pegue a rua lateral e siga até o Sítio. Estacione lá mesmo, é gratuito. Só não deixe de conhecer.
Leia mais...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Onde o Guaíba é mais azul

A zona sul de Porto Alegre realmente pode se orgulhar de dizer que está na beira do rio. Lá, a orla é valorizada e trabalhada, mesmo que seja de forma simples. Há clubes com marinas, chiques e privados, e locais para a população sentar relaxada ou caminhar, enquanto assiste a um belo pôr-do-sol. Não é a toa que quem tem dinheiro se muda para lá.

A Avenida Guaíba percorre boa parte da orla, começando após o Jockey Club, sendo interrompida pouco antes das marinas dos clubes particulares. É um belo trajeto. Há um murinho que ergue-se na beira do rio e uma calçada, onde é possível caminhadas a poucos metros do Guaíba. Mesmo assim há poucos bancos para sentar-se, porém, por se tratar de um bairro residencial, é um local pouco visitado. Para falar a verdade, quase nem parece Porto Alegre.
Beira do rio na Avenida Guaíba, com vista para o clube Jangadeiros

Os clubes que vem em seguida são um alento para os porto alegrenses que acham que a cidade não valoriza o Guaíba. Apesar de particulares, são belos, planejados e especialmente voltados para o rio. Possuem marinas repletas de iates e barcos. Uma pena as águas serem poluídas.

Após esses, a Avenida Guaíba continua. Achá-la a partir desse ponto é mais difícil, e só quem conhece o local pode imaginar que no meio de ruazinhas tão apertadas, não asfaltadas, e cheias de casarões cercados com muros e grades, poderia haver algo tão legal em Porto Alegre: a praia de Ipanema.

Areia na beira do rio, calçadão, árvores, bancos, e até obras-de-arte enfeitam o local. Há alguns barzinhos, apesar da praia ser dominada por casas residenciais. Novamente, é triste chegar em um lugar tão bonito e se deparar com uma placa informando que as águas são impróprias para o banho. Mesmo assim, é um cartão postal da cidade que vale a pena ser visitado. Tem clima de interior, aliás, nem parece uma capital de Estado. Mas já aviso: para aqueles que querem curtir o pôr-do-sol o melhor mesmo é no verão. Com alguns morros cercando a praia, o sol esconde-se por trás deles e não nas águas do Guaíba durante o inverno. De qualquer maneira, a coloração avermelhada que pinta no céu é um espetáculo.

Praia de Ipanema, zona sul de Porto Alegre

Algumas atrações próximas à praia poderiam fazer com que o porto alegrense fosse mais para o local. Porém, vale lembrar que o charme da praia está também no seu ar de lugar remoto, que pouca gente tem acesso. Parece um vale perdido em meio à cidade. Logo, deve ser algo dosado. Aluguéis de jet ski's ou lanchas é uma boa ideia. Reitero, claro, que as águas do Guaíba deveriam ser despoluídas para tal feito.
Enfim, pegue seu carro qualquer dia desses e vá dar uma conferida nessa bela paisagem que Porto Alegre tem para ofecer. Há ônibus também que passam por perto, como alternativa. Assim, pode-se apreciar o crepúsculo deliciando-se com uma bebida bem gelada, num local muito bonito. Vale a pena. Mesmo!
Leia mais...
 

Descobrindo Porto Alegre Copyright © 2009 WoodMag is Designed by Ipietoon for Free Blogger Template